Pronúncia do Norte
Para a Nitinha
Porque sim. Foi lá que nasceu e foi lá que cresceu a ganhar valores e princípios dos bons, não daqueles efémeros que desaparecem quando convém, daqueles que são fortes, são pilares e aguentam os obstáculos que tendem a aparecer no caminho.
Porque sim. Mesmo sendo a princesa da família, a menina dos olhos do papá e a protegida do irmão, fez-se à estrada até Lisboa onde enfrentou a capital, e todas as suas ironias “mouras”, com a graça de quem sabe muito bem onde quer chegar. E chegou. E ainda vai chegar mais. É certo.
Porque sim. Tornou-se independente ainda que muitas vezes chame baixinho o colo da mãe, com saudades das pessoas e dos cheiros da casa de Viana, à procura do cantinho que sempre lhe foi protegido e reservado. Mas, como é lá de cima não desiste facilmente.
Porque sim. Porque sempre achou que desistir é dar vitórias a quem não as merece, a quem não luta por elas e têm-nas por obra e graça do Espírito Santo, porque ainda não fez o suficiente, porque quer mais, porque as suas raízes do norte também atracaram cá, habituaram-se, cresceram e aprenderam com os da mouraria, porque ainda há muita coisa por explorar e por acontecer, porque precisam dela aqui e sentem a falta dela quando não está, porque a sua voz já conquistou muitos e a sua pronúncia já ergueu bandeira, porque as saudades também se matam por telefone e porque tão cedo, não a vão deixar ir embora.
Porque sim. Porque é genuína, de raça, de nariz empinado, ainda que se sinta qualquer abaixo da crosta terrestre, porque tem a alma cheia, porque chora quando assim o sente, porque da mesma maneira que opina sobre armamento e possíveis guerras nucleares, sobe-lhe a mostarda (e a mão) ao nariz e leva as mãos à anca e não há revolta das galinhas que a intimide. Porque leva tudo à frente quando se sente injustiçada ou quando a injustiça toca aos que fazem parte da sua vida, porque a classe não escolhe regiões, escolhe pessoas e ela está claramente na lista dos escolhidos, porque a sua gargalhada consegue salvar o dia, porque é assim, sem tirar nem por, com surpresas que nunca desiludem, só preenchem. Porque dança o vira como dança qualquer valsa que toque, porque fez da cidade o seu poiso e das gentes os seus amigos, porque pode até conhecer pessoas na casa-de-banho e ser olhada de soslaio, mas histórias para contar não lhe faltam, porque não teme... ainda que muitas inseguranças a façam tremer dos pés à cabeça, qual noiva de Viana do Castelo ao carregar os “oiros” até ao altar, porque bate o pé e refila com a pronúncia ainda mais carregada quando lhe tentam passar por cima, porque está sempre atenta e informada e sempre com sede de saber mais, porque dá a mão e o braço e o coração quando precisam... ainda que não lho peçam... e nem sempre o mereçam, porque tem a palavra certa no momento certo ainda que não lha reconheçam, porque a sua presença se torna essencial e uma das cores essenciais à vida, porque quando grita pelo seu clube – Benfica – ninguém grita mais alto, e muito poucos choram as lágrimas que ela chora num penalty injusto, porque com ela se criam laços de respeito futebolístico, porque apesar de nortenha, também tem desejos de galinha do Kentucky, porque o Martini Bianco ganhou toda uma nova dimensão com a sua existência, porque todos os dias surpreende e porque todos os dias, com ela, são dias sim.
Porque sim. Tem orgulho no que é e no que faz e no que tem. Tem tudo em si, qual pacote de férias que inclui a pulseira do “bar aberto”, e tem um coração enorme. Muito seu. Muito nortenho. Muito especial.
Porque sim. Porque é lá de cima, porque tem a pronúncia mais linda de todas e porque se assim não fosse não seria a mesma pessoa que chegou e ficou em todos nós.
(E sobretudo, porque és tu Nitinha!!!)
Porque sim. Foi lá que nasceu e foi lá que cresceu a ganhar valores e princípios dos bons, não daqueles efémeros que desaparecem quando convém, daqueles que são fortes, são pilares e aguentam os obstáculos que tendem a aparecer no caminho.
Porque sim. Mesmo sendo a princesa da família, a menina dos olhos do papá e a protegida do irmão, fez-se à estrada até Lisboa onde enfrentou a capital, e todas as suas ironias “mouras”, com a graça de quem sabe muito bem onde quer chegar. E chegou. E ainda vai chegar mais. É certo.
Porque sim. Tornou-se independente ainda que muitas vezes chame baixinho o colo da mãe, com saudades das pessoas e dos cheiros da casa de Viana, à procura do cantinho que sempre lhe foi protegido e reservado. Mas, como é lá de cima não desiste facilmente.
Porque sim. Porque sempre achou que desistir é dar vitórias a quem não as merece, a quem não luta por elas e têm-nas por obra e graça do Espírito Santo, porque ainda não fez o suficiente, porque quer mais, porque as suas raízes do norte também atracaram cá, habituaram-se, cresceram e aprenderam com os da mouraria, porque ainda há muita coisa por explorar e por acontecer, porque precisam dela aqui e sentem a falta dela quando não está, porque a sua voz já conquistou muitos e a sua pronúncia já ergueu bandeira, porque as saudades também se matam por telefone e porque tão cedo, não a vão deixar ir embora.
Porque sim. Porque é genuína, de raça, de nariz empinado, ainda que se sinta qualquer abaixo da crosta terrestre, porque tem a alma cheia, porque chora quando assim o sente, porque da mesma maneira que opina sobre armamento e possíveis guerras nucleares, sobe-lhe a mostarda (e a mão) ao nariz e leva as mãos à anca e não há revolta das galinhas que a intimide. Porque leva tudo à frente quando se sente injustiçada ou quando a injustiça toca aos que fazem parte da sua vida, porque a classe não escolhe regiões, escolhe pessoas e ela está claramente na lista dos escolhidos, porque a sua gargalhada consegue salvar o dia, porque é assim, sem tirar nem por, com surpresas que nunca desiludem, só preenchem. Porque dança o vira como dança qualquer valsa que toque, porque fez da cidade o seu poiso e das gentes os seus amigos, porque pode até conhecer pessoas na casa-de-banho e ser olhada de soslaio, mas histórias para contar não lhe faltam, porque não teme... ainda que muitas inseguranças a façam tremer dos pés à cabeça, qual noiva de Viana do Castelo ao carregar os “oiros” até ao altar, porque bate o pé e refila com a pronúncia ainda mais carregada quando lhe tentam passar por cima, porque está sempre atenta e informada e sempre com sede de saber mais, porque dá a mão e o braço e o coração quando precisam... ainda que não lho peçam... e nem sempre o mereçam, porque tem a palavra certa no momento certo ainda que não lha reconheçam, porque a sua presença se torna essencial e uma das cores essenciais à vida, porque quando grita pelo seu clube – Benfica – ninguém grita mais alto, e muito poucos choram as lágrimas que ela chora num penalty injusto, porque com ela se criam laços de respeito futebolístico, porque apesar de nortenha, também tem desejos de galinha do Kentucky, porque o Martini Bianco ganhou toda uma nova dimensão com a sua existência, porque todos os dias surpreende e porque todos os dias, com ela, são dias sim.
Porque sim. Tem orgulho no que é e no que faz e no que tem. Tem tudo em si, qual pacote de férias que inclui a pulseira do “bar aberto”, e tem um coração enorme. Muito seu. Muito nortenho. Muito especial.
Porque sim. Porque é lá de cima, porque tem a pronúncia mais linda de todas e porque se assim não fosse não seria a mesma pessoa que chegou e ficou em todos nós.
(E sobretudo, porque és tu Nitinha!!!)
